sábado, 7 de dezembro de 2013

Escrevendo sobre escrever


Eu estava com saudade de escrever. Não que eu não tenha escrito nada nos últimos dias, muito pelo contrário. Eu estudo jornalismo, logo eu tenho que escrever constantemente. Mas, eu me refiro àquela escrita descompromissada, sabe? Em que você escreve pelo simples prazer de escrever, porque gosta e não para chamar a atenção ou impressionar alguém.

Ultimamente umas ideias estavam pairando em minha mente, textos que até hoje pedem para ser escritos. Mas a ideia de abrir a página do Word e escrever me dava um certo bloqueio. Era como se aquela coisa gostosa de escrever tivesse sido substituída por um medo do tipo “não vai sair nada que preste” ou “nem tenta, você vai ter a síndrome da página em branco”.

Doido isso, né? Em tempos de retal final de curso e TCC, minha criatividade precisa estar tinindo. Então, chego a pensar que todo esse pavor é um certo resquício da pressão de ter que cumprir tarefas até um determinado tempo e ter que fazê-las bem feitas.

Não, que eu não goste do meu tema do TCC, muito pelo contrário. Com ele, posso sair da minha zona de conforto, conhecer novas realidades e ainda escrever as reportagens com mais liberdade que o comum.

Mesmo assim, parecia que a escrita tinha se tornado uma obrigação. Escrever os trabalhos da faculdade. Escrever os trabalhos do TCC. Escrever o que tiver que escrever.

Mas, peraí! Isso é errado. Escrever é o que eu sabia que iria fazer desde os meus sete anos de idade. Eu não acho que poderia fazer outra coisa nesta vida. Eu não poderia me permitir perder o prazer de escrever que eu tinha quando era criança. Afinal, eu escolhi jornalismo especialmente por poder interagir com pessoas e suas histórias e depois contá-las.

Antes que alguém me corrija, em quase quatro anos eu aprendi que jornalismo não se resume a isso, mas eu acredito que dá para escrever um texto bacana, que traga prazer ao leitor e ainda assim transmitir a informação necessária. Pode ser que dê mais trabalho, mas vale a pena.

Voltando à escrita, eu confesso que tinha perdido a coragem de escrever. De escrever para mim. E fui deixando isso para lá. Só que isso foi me incomodando. Acredito que era Deus me dizendo: “Não é isso que você gosta de fazer? Não foi essa a coisa que eu te dei para fazer? Por que você não está fazendo isso direito?”

E eu continuei enrolando. Amanhã eu escrevo. Outro dia eu escrevo. Sábado eu escrevo. Hoje é sábado. E eu resolvi escrever. Resolvi deixar o Candy Crush para outra hora, adiar a leitura de um artigo e passar uns minutinhos me deliciando com essa maravilha que é a escrita.


Eu acredito que ela é um presente que Deus me deu. Não, eu não sou uma escritora. Só gosto de escrever. Também não tenho o texto mais bonito que você irá ler. Ela só me dá prazer. É a minha arte, mesmo que longe se ser uma obra perfeita. E como tal, sei que ela pode ajudar a me conectar com as pessoas e com Deus.

Um comentário:

Paulo Zanin disse...

Que texto legal, tao sincero ;)