Trabalho apresentado em forma de carta, no curso de Jornalismo, disciplina de PLPT junto com o Fábio e o Marcos...
Barra do Garças. 9 de Junho de 2010
Caros colegas,
Através desta carta queremos mostrar um pouco das impressões que tivemos sobre a faculdade, e sobre o curso. Explanar as dificuldades e vantagens de estudarmos em uma universidade pública, em que os professores não se cansam de lembrar: laica, sem custos, de qualidade. Como todos sabem a educação pública, nunca foi prioridade no Brasil. Em alguns níveis a particular é um pouco melhor, porém acessível à minoria. Isso em todas as instâncias: ensino fundamental, médio e superior. Por conta dessa defasagem na educação, os que aspiram uma vaga na universidade pública ainda têm que utilizar os cursinhos como meio para chegar ao nível superior. Já, para a maioria das instituições particulares, não é necessário, visto que geralmente sua seleção não é feita com tanto rigor.
Até pouco tempo, estudar em faculdade pública era um privilégio para poucos, porém gradualmente, está se tornando acessível à maioria. Acreditamos que a maior vantagem de estudarmos aqui é a gratuidade. Só de não ter que pagar em média 700 reais de mensalidade, já ajuda muito. Por outro lado, o ensino não chega a ser tão superior em relação às particulares, muito pelo contrário, algumas chegam a ser melhores que algumas públicas.
Tiramos como base esse primeiro período para avaliação de qualidade em alguns momentos. Dizemos que não foram todos, mas tivemos momentos ociosos e improdutivos. Aulas em que o conteúdo, pouco tinha relação com o supostamente programado. Propostas de exercícios, inacreditáveis. Dizendo na norma culta da língua portuguesa: uma verdadeira “prosopopéia para acalantar bovino” ou o popular “conversa pra boi dormir”. Esse tipo de atitude pode ser considerado como descaso e desrespeito aos discentes, já que muitos vieram de longe. Paramos por aqui as lamentações, mas muitas outras histórias deixaram de ser contadas, incluindo das comunicações.
Estruturalmente, em vários momentos, as principais bases de apoio para o aprendizado dos alunos, biblioteca e acesso à internet, deixaram a desejar pela falta de funcionários. Estamos supondo que essas e outras falhas vêm de uma crescente criação de novos cursos. Um exemplo é o nosso, somos uma das primeiras turmas, e nos consideram cobaias.
Até que essa história de ser cobaia não é de todo ruim, e soa de modo interessante, se olharmos pelo lado positivo. Aumenta a nossa possibilidade de participação e opinião e podemos ter uma influência maior que as turmas que estão por vir, nas decisões pertinentes ao nosso curso.
Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas, é bom pensarmos que fizemos a escolha certa ao ingressar nessa universidade, e independente da forma que cada um garantiu sua vaga, todos merecem estar aqui. Não importa se foi na primeira etapa do SiSU ou na vigésima chamada da lista de espera. No fim das contas o que vai fazer a diferença é o interesse e a aplicação com que cada um desenvolveu seu aprendizado ao longo do curso.
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